quarta-feira, 25 de março de 2009

abismo

entre rectângulo e rectângulo existe um abismo
que espreito pela fenda consentida do papel
e onde me despenho na procura da palavra
sucinta e necessária
tensa trave de equilíbrio entre mim e o reflexo
que os dias projectam sobre a minha sombra

entre rectângulo e rectângulo reside a essência
da alma exposta ao sopro da vida


foto de AliceRouse

17 comentários:

  1. Tensa trave onde se re-cria toda a acção...

    gostei muito, um beijinho

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  2. É a trave do equilibrio. Criatividade é aqui!

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  3. Achei muito interessante este seu poema.

    Bjs

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  4. onde os ventos são desejos
    ou dias sofridos!

    belíssimo poema!

    Vicente

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  5. As mais belas flores colhem-se junto dos abismos, junto das pedras que um dia um deus gravará!


    Um beijo...

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  6. Simplesmente sentido e belo!

    Um beijo carinhoso

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  7. O meu comentário é, e não sei se é por acaso, Mariab, meu poema (desmantido tu) que escrevi hoje.

    Fica aqui a certeza de sempre existir um algo mais entre o simples humano.

    Um carinho sincero.
    Continuemos...

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  8. Para sobreviver. Alma grande a elevar-se até ao mais alto sentido do amor que equilibra cada sentido de ser.

    Beijinhos.

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  9. Um bismo em sépia...
    A procura eterna da palavra que ama, da foto que completa a busca, participa o verbo - o belo poema.
    E sempre com a alma aberta/exposta aos dias...
    Saudações Poéticas
    Mais uma vez belo, sopro de vida.
    Abraços
    Everaldo Ygor

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  10. Mariab, sempre que venho aqui algo me comove. Ainda experimento a "tensa trave" dos versos - ângulo por ângulo, arrisco-me.
    Beijos.

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