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terça-feira, 7 de abril de 2009

versos de incerto rimar

algures neste planalto
alguém chora de abandono
um outro morre de fome
ou de doença já extinta
uma tristeza se espalha
uniforme indistinta
algures entre ti e mim
seca um dia a emoção
o bem-querer por crer tanto
que somos um mar sem fim
de desejo ou de tesão
como te parecer melhor
e quando nos damos conta
já alguém chora de dor

versos de incerto rimar
entre as vagas da paixão
e a doce maré de amar
que espalho de ponta a ponta


foto de Joannès Ceyrat