
porquê tu, eu, as palavras a perderem-se em interstícios do real? porquê essa cegueira que te arrasta sem mercê pela margem do que pode ser a vida? nunca me viste. nunca. rasgo-me à tua frente. dizes: amo-te. como um cego de emoções. esvaziado do profundo conteúdo das palavras. da palavra. só tens que cortar os véus que tapam os olhos bem abertos. e as palavras voltarão ao seu dizer primordial. talvez então me vejas.
foto de Harrier









