
doem-me as cidades de pedra em que as borboletas não poisam. o silêncio intacto sem ecos do zonzo canto de cigarras. o pó que não saiu do ventre da terra. dói-me a certeza das noites de lua perdida entre paredes imóveis. os gritos dos olhos baços peixes em aquário seco. dói-me este gemido da vida em cada músculo do corpo. faço-me ponte de rios inexistentes. para que eles sejam. para que eu possa ser.
foto de Vincenzo Basile


