
nem a pomba que espreita lá fora sabe dizer os caminhos em que os pés sangram. imperfeitos, sempre. damos até a pele esfolada em troca do horizonte irreal a que chamamos felicidade. incompletos, diria. procurando utopias sem as quais somos vazios. vamos perdendo o fôlego na corrida para o inatingível. até um dia que julgamos sempre longínquo. o dia em que perdemos o fôlego. ponto.
foto de Adam Orzechowski




